Pedido de prorrogação de auxílio-doença continua recebendo? Entenda!

Pedido de prorrogação de auxílio-doença continua recebendo? Entenda!

Pedido de prorrogação de auxílio-doença continua recebendo? Entenda!

Quem precisa se afastar do trabalho por motivos de saúde conhece bem a ansiedade que antecede o fim do prazo do benefício.

O corpo ainda dói, o tratamento médico continua, mas a data final estipulada pelo INSS está chegando.

A grande preocupação que tira o sono de milhares de trabalhadores é: quando faz o pedido de prorrogação de auxílio-doença continua recebendo? Como ficam as contas da casa enquanto o órgão não avalia o novo pedido?

Enfrentar a burocracia do INSS quando se está fragilizado por uma doença é um desafio gigante.

Por isso, conhecer os seus direitos é a melhor forma de evitar cortes injustos e não ficar sem renda.

Como especialistas da Pinheiro Pinheiro Advocacia, preparamos este artigo didático para explicar como funciona o pagamento durante a espera e o que fazer se você cair no temido “limbo” entre a empresa e a Previdência Social. Acompanhe!

Quando pede prorrogação do benefício, continua recebendo?

A resposta é sim. Se você fizer o pedido de prorrogação dentro do prazo correto, o pagamento do seu auxílio-doença (atualmente chamado de benefício por incapacidade temporária) deve ser mantido até que a nova perícia médica seja realizada.

Regra de Ouro do Prazo: Para garantir que o benefício não seja cortado, você deve solicitar a prorrogação nos últimos 15 dias antes da data de cessação (o dia em que o benefício iria vencer).

Se você pedir a prorrogação no 16º dia ou após o vencimento, o benefício será cortado e você terá que entrar com um pedido do zero, ficando sem receber durante a espera. Portanto, fique de olho no calendário!

Como funciona a perícia de prorrogação?

O processo de prorrogação mudou para tentar diminuir as filas do INSS. Entenda como funciona na prática hoje em dia:

  • Prorrogação Automática: Em muitas situações, devido à alta demanda e à falta de peritos, o INSS prorroga o benefício automaticamente por mais 30 dias sem que você precise passar por uma consulta presencial.
  • Perícia Presencial: Caso o sistema exija o comparecimento, será agendada uma data. No dia da perícia, é fundamental levar um laudo médico atualizado, receitas recentes e exames que comprovem que a sua incapacidade para o trabalho permanece exatamente igual ou pior do que antes.

Quantas vezes o benefício do INSS pode ser prorrogado?

Não existe um limite fixo na lei. O benefício pode ser prorrogado quantas vezes forem necessárias, desde que o trabalhador continue incapacitado para as suas funções e comprove isso por meio de laudos e exames periciais.

Se o INSS cessar o benefício e a empresa afirmar que o funcionário não está apto: quem paga o salário?

Este é o pior cenário possível e o pesadelo de muitos trabalhadores: o chamado Limbo Previdenciário.

Ocorre quando o INSS nega a prorrogação, dizendo que você está de alta e pode voltar a trabalhar.

Porém, ao se apresentar na empresa, o médico do trabalho do seu patrão faz o exame de retorno e diz: “Você não tem condições de voltar, está inapto”.

Você fica sem o auxílio do INSS e sem o salário da empresa. Quem deve pagar essa conta?

A justiça brasileira já pacificou esse entendimento: a responsabilidade pelo pagamento dos salários é da empresa.

A partir do momento em que o INSS deu a alta, o contrato de trabalho volta a ficar ativo.

Se a empresa se recusa a deixar você trabalhar por considerá-lo doente, ela tem o dever de te readaptar em uma função mais leve ou arcar com os seus salários enquanto resolve o problema.

O trabalhador não pode ser usado como um “iogurte esquecido na geladeira” sem receber de nenhum dos lados.

O que fazer quando o benefício não pode ser mais prorrogado?

Se você tentou prorrogar e o INSS negou em definitivo o pedido, emitindo a alta médica contra a sua vontade, existem três caminhos possíveis:

  • Retornar ao trabalho: Se você se sente recuperado, deve passar pelo exame de retorno na empresa e reassumir suas funções.
  • Entrar com recurso no INSS: Você tem até 30 dias para recorrer na Junta de Recursos do próprio INSS (costuma ser um caminho demorado e ineficaz).
  • Buscar a via judicial: Entrar com uma ação na Justiça é, na maioria das vezes, o caminho mais rápido e seguro para restabelecer o benefício de forma justa, pois você será avaliado por um médico perito judicial, neutro e especialista na sua área de enfermidade.

Papel do advogado para garantir que os direitos sejam resguardados

O trabalhador que está enfrentando problemas de saúde não tem forças físicas nem psicológicas para travar uma batalha burocrática sozinho.

O apoio de um advogado especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário é fundamental para:

  • Combater o Limbo Previdenciário: Notificar a empresa e, se necessário, entrar com uma ação trabalhista de urgência para forçar o patrão a pagar os salários que ficaram retidos de forma ilegal.
  • Ação de Restabelecimento de Benefício: Entrar com um processo contra o INSS para reativar o auxílio-doença com pedido de liminar e cobrar todos os valores retroativos (os atrasados) desde o dia do corte injusto.
  • Identificar Doenças Ocupacionais: Se o seu problema de saúde foi causado ou agravado pelo trabalho (como Burnout, LER/DORT ou depressão por assédio), o advogado buscará a estabilidade acidentária e indenizações por danos morais e materiais contra a empresa.

Se você solicitou a prorrogação e está enfrentando problemas com o INSS, ou se foi vítima do limbo previdenciário e a empresa se recusa a pagar o seu salário, não aceite essa injustiça em silêncio.

Com uma sólida atuação desde 2012, nós da Pinheiro Pinheiro Advocacia somos um escritório de advocacia trabalhista reconhecido pela ética, responsabilidade e excelência técnica.

Nossa equipe é altamente especializada em Direito do Trabalho, com foco em garantir os direitos de quem mais precisa frente a injustiças patronais e previdenciárias.

Atuamos fortemente em áreas como indenização trabalhista, estabilidade para gestante, insalubridade e periculosidade, acidente de trabalho e doença ocupacional, rescisão indireta, horas extras e reconhecimento de vínculo.

Nossa sede física está localizada em Manaus, no Amazonas, mas nossa estrutura digital de ponta nos permite atender e proteger trabalhadores de todo o Brasil com a máxima agilidade e dedicação.

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